POSTAGENS DESTE COLUNISTA

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Helio Bogado

O Poder Econômico no Sistema Eleitoral

Esta semana fiz uma pesquisa nas prestações de contas eleitorais de 2012.

Defendo o limite de gastos em campanhas, assim como foi feito no tamanho das placas ( 4 metros quadrados), pois a princípio daria um tom de igualdade nas estruturas de campanhas, pois sabemos que o poder econômico é decisivo para a eleição no Brasil. Como por exemplo, pode haver condições iguais para um candidato a deputado federal que gasta mais de um milhão, com um que só tem como gastar 50 mil?

No entanto, ao verificar as prestações de contas de candidatos a vereadores , constatei que o problema é mais profundo, pois candidatos (alguns se elegeram), que tiveram uma estrutura de mais de 100 carros em carreatas, que tiveram escritórios eleitorais, que tiveram um farto material publicitário, que tiveram vários cabos eleitorais profissionais ( ou seja, trabalhando full time), que tiveram carro de som e outras coisitas mais, apresentaram na prestação de contas valores de gastos imcompatíveis com a realidade de suas estruturas.
A maioria das grandes estruturas declarou valores que nem chegam a R$10.000,00(dez mil reais), tem até candidatura que apresentou gasto de campanha de R$1000,00(hum mil reais).
Por isto alguns estão anojados da política, tiram o povo para bobo, mas isto só acontece porque a sociedade também é omissa e cumplice.
Já dizia um pensador: o castigo de quem não participa da política é ser governado por quem gosta e participa.
Eu tenho orgulho de participar da política, pois através dela ajudo a transformar minha comunidade e conseguimos vários avanços com políticas públicas que benficiaram o coletivo. Como dizia na campanha, não sou candidato a santo,mas tenho que me  posicionar quando vejo estes exageros. As pessoas sabem que muitas destas campanhas passaram dos valores de R$80.000,00(oitenta mil reais), pois sabemos que não existe almoço grátis, alguem paga a conta.
No resto me abrigo nos ensinamentos de Manoel Bandeira:"...se não fui mais claro, foi porque não pude."
Beijo do Gordo
heliobogado@gmail.com
 
 

HELIO BOGADO

VÍTOR ANDRÉ DA SILVEIRA DUARTE