POSTAGENS DESTE COLUNISTA

»Quer mudar o Brasil? Tome partido
»PARA ONDE VAMOS?
»Nossa opinião e a pretensa democracia
»Bolsa Travesti, problema resolvido
»DEPOIS DE 12 ANOS EM COMA
»Da síndrome de chupim ao orgulho do Brizola
»COISAS QUE VALEM MUITO
»Um jogo esclarecedor

Vítor André da Silveira Duarte

Bolsa Travesti, problema resolvido

A prefeitura de São Paulo deu um importante passo na direção da diferenciação social, oficializando a estratificação, ao oferecer bolsa de R$ 870,00 para travestis e transexuais que queiram retomar os estudos.

Alega-se que isto vem atender a necessidade de adolescentes que foram expulsos – ou que saíram por decisão própria – de suas casas por optarem em assumir seu novo estilo de vida. Estilo, forma, filosofia, enfim, use a classificação que você julgar mais adequada, pois não faço a menor ideia de qual é a forma politicamente correta de dizer isso.

Bem, isso é um fato? Sim. É um problema? Sim. Deles ou da população? Da população. Então por que eu sou contra esta bolsa?
Sou contra devido ao fato de que criar bolsas para cada segmento social que tenha demandas públicas é um ato demagogo, no estrito sentido do termo, pois isso não resolve os problemas reais que levam a situação de necessidade, servindo apenas para chamar atenção e passar a sensação de que se estão resolvendo os graves problemas de pobreza, educação, emprego e desenvolvimento econômico e social.

Não sou contra bolsas, em geral. Sou contra a estratificação. Sou contra o favorecimento de setores que beneficiam o “doador”. E este é um caso. É fato conhecido que os movimentos LGBTTs são amplamente arraigados na Esquerda brasileira, com grande apoio e defesa de parte dos partidos que a compõem. Não todos, nem tudo, não totalmente, sim, eu sei. Estou generalizando, como se faz na média matemática. Este caso – e outros que virão, aguardem... – é um exemplo da Esquerda defendendo quem apoia a Esquerda.

Sabe como se faz um programa de bolsa realmente eficiente e justo? Não é separando a população em diversos grupos, mas verificando quem precisa de auxílio, INDEPENDENTE de quem ou quê a pessoa seja. O critério deve ser este: NECESSIDADE, não qualquer diferença de ser, agir e pensar. 

Pobres existem em todas as variedades que compõem o país. Tem pobre negro e pobre branco, pobre gay e pobre hétero, pobre na cidade e pobre na zona rural, mas isso sim é critério para auxílio, a pobreza, que é o que gera necessidade, afinal, do mesmo jeito que houve adolescente saindo de casa por ser gay, houve quem saiu de casa por usar drogas, por ter brigado com a família, por ter sido abusado por algum parente, por ter que procurar emprego, por ter que estudar longe, por ter perdido os pais, mas aí eu pergunto, teremos bolsas para estes também? Mesmo que tenha, qual é o ponto comum destas pessoas? Considerando que todos estejam em situação precária, é a pobreza! Aí está. 

É a pobreza que deve ser combatida, não as opções de religião, sexuais ou qualquer outra.

HELIO BOGADO

VÍTOR ANDRÉ DA SILVEIRA DUARTE